Texto: Marcos Anubis
Revisão: Pri Oliveira
Fotos: Camila Kovalczyk

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Formado em 2002 na cidade de Glasgow, na Escócia, o Franz Ferdinand rapidamente se tornou um dos nomes mais importantes da nova cena indie europeia que começava a se consolidar naquela época. Após o sucesso do single “Take me out”, no início de 2004, a banda lançou logo em seguida o seu primeiro álbum, autointitulado. A partir daí, foram apenas mais quatro trabalhos em 14 anos de estrada: “You Could Have It So Much Better” (2005), “Tonight: Franz Ferdinand” (2009), “Right Thoughts, Right Words, Right Action” (2013) e “Always Ascending” (2018).

Mesmo com essa produção fonográfica pequena para um grupo com quase uma década e meia de estrada, eles conquistaram uma legião de fãs em todo o mundo. Durante a sua trajetória, o quarteto já fez nove miniturnês no Brasil, mas nunca tinha vindo a Curitiba. A espera acabou nessa quinta-feira (11), quando os fãs curitibanos que lotaram a Ópera de Arame puderam finalmente ver ao vivo o Franz Ferdinand.

Alex Kapranos (vocal e guitarra), Bob Hardy (baixo), Dino Bardot (teclado, guitarra e backing vocal) e Paul Thomson (bateria) abriram o show com “Feel the love go”, faixa do mais recente álbum do grupo, “Always Ascending”, que acaba de ser lançado. Na sequência, a banda emendou “Lazy boy” e “Do you want me”. Em “Walk away”, Kapranos foi acompanhado por todo o público que pulava e cantava sem parar, principalmente na área VIP logo em frente ao palco.

O setlist que a banda preparou para a apresentação não deixou a animação do público diminuir em nenhum instante. O repertório contou com faixas do novo álbum, como “Glimpse of love” e “Paper cages”, e sucessos como “Love illumination”.

O palco foi montado de maneira bem simples, somente com um grande pano de fundo com o nome da banda. Em compensação, a iluminação foi um show à parte. Em “Stand on the horizon”, por exemplo, as luzes foram usadas no globo posicionado no teto da Ópera, criando um efeito fantástico que transformava o teto e as paredes em uma enorme galáxia cheia de pontos luminosos. Depois de “Slow don’t kill me slow”, Dino assumiu uma terceira guitarra em “Michael“, uma dos momentos do show que teve mais participação do público.

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Sinergia com o público

O som do Franz Ferdinand absorve vários elementos do rock inglês, de David Bowie ao Suede. Ao mesmo tempo, as canções da banda também são compostas por algumas partes de guitarra bem distorcidas e pesadas. Essa mistura entre melodias pop e uma ferocidade mais punk talvez seja o grande segredo do sucesso do grupo.

O maior responsável por essa sinergia entre o Franz Ferdinand e os fãs é Alex Kapranos, que interpreta as músicas com uma intensidade impressionante. O vocalista esbanjou simpatia durante toda a apresentação, conversando com o público e agradecendo o carinho que a banda recebeu. “Vocês têm um belo local de shows, isso aqui é maravilhoso”, disse, elogiando a Ópera de Arame. Nitidamente, Kapranos aproveita cada instante que tem no palco e isso contagia não só o público, mas também seus companheiros de banda.

Depois de “Ulysses”, a banda saiu rapidamente do palco. Na volta, Kapranos mais uma vez agradeceu efusivamente o público. O grupo encerrou o show com “Finally”, “Always ascending”, “Come on home” e This fire”.

Confira a música “Do you want me”, gravada ao vivo no show do Franz Ferdinand na Ópera de Arame e veja também o nosso álbum de fotos da apresentação.

Franz Ferdinand - Ópera de Arame - 11/10/2018