Texto: Marcos Anubis
Fotos, revisão e tradução: Pri Oliveira

CAPA FINAL CERTA

Na última sexta-feira (24), a Noite do Esquenta abriu a 18ª edição do Psycho Carnival, no Jokers. O festival reuniu 24 bandas (sendo quatro internacionais e 20 brasileiras) durante os quatro dias do evento.

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Surf Aliens

A honra de abrir o festival coube o trio Surf Aliens, de São Paulo. Christian Targa (guitarra), Ricardo Teixeira (Baixo) e Mario Rolim (bateria) fizeram a sua estreia no Psycho Carnival.

O som do grupo se baseia na Surf Music Instrumental, mas absorve elementos pesadíssimos de outros estilos. Essa característica, talvez, seja por causa do passado de Christian com a banda Blind Pigs. O grupo paulista foi um dos nomes mais importantes do Punk nacional nos anos 1990/2000.

A inédita “Agente X” abriu a apresentação. O setlist também reuniu músicas do EP “Christian Targa & Surf Aliens”, lançado pela Crasso Records no ano passado, entre elas “Mar e moto” e “SOS”. Ao vivo, o peso dessas canções impressionou o público.

“Especialista” encerrou o show. “Saímos de lá com aquele sentimento de que fazemos parte de algo muito especial. Nos sentimos importantes e valorizados. Foi um momento inesquecível para a banda”, diz Christian.

Leia neste link a entrevista exclusiva que banda deu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Eles Mesmos

O grupo curitibano Eles Mesmos foi a segunda banda a se apresentar. Com nove anos de estrada, Fernando Gouvêa (guitarra e vocal), Valter R. Ferraz (baixo e backing vocal ) e Luizinho (bateria) apresentaram sua mistura de Punk com Psychobilly e música latina.

A banda abriu o show com “Chevrolet 48”. Muitas canções da banda, como “Violero fanfarrón”, possuem nítida influência sul-americana. “Nosso show foi fantástico! Toda a equipe da organização foi supergentil conosco. Além disso, a qualidade do som estava ótima e tocamos com bandas que admiramos muito! Tivemos a felicidade de tocar no festival mais legal do Brasil e um dos mais importantes do mundo. Sentimos orgulho de acompanhar o Psycho Carnival desde a sua primeira edição e o seu desenvolvimento em todos os sentidos!”, diz Fernando.

O grupo encerrou a apresentação com “El pistolero destemido”. Leia neste link a entrevista exclusiva que a banda deu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Tampa do Caixão

O Tampa do Caixão, de Joinville, apresentou-se pelo terceiro ano seguido no festival e, como nas ocasiões anteriores, fez um grande show. “Cérebro cinzento” abriu a apresentação.

Em apenas seis anos (o grupo foi formado em 2011) Bronco Billy (vocal), Vitor Borba (guitarra), Testa Voodoo Rocker (slap bass) e Patrick Voodoo Beat (bateria) tornaram o Tampa do Caixão uma das principais bandas psycho do país.

Uma prova disso foi o entusiasmo do público durante o show. Além de canções já conhecidas do público, como “Eu tô cavando a sua cova”, a banda apresentou músicas de seu recém-lançado “E Segue o Cortejo” (2016), como “Eu vou encher minha caveira de cerveja”.

“Um soco vale mais que mil palavras” encerrou a apresentação. “É sempre uma honra e um imenso prazer fazer parte dessa trupe que mantém a maldade acesa! Essa integração entre as bandas, além da troca de informações e de materiais, é muito proveitosa no nosso meio, culturalmente falando. A gente sai daí querendo que o próximo festival chegue logo. O Psycho Carnival está se tornando cada vez mais forte e integrado. Agradecemos sempre a oportunidade de termos sido acolhidos pelo pessoal da Zombie Union”, diz Bronco.

Leia neste link a entrevista exclusiva que banda deu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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No Milk Today

O quarteto curitibano No Milk Today fez um dos melhores shows desta edição do Psycho Carnival . O grupo era o único representante Punk no festival e fez jus a esse privilégio.

Rodrigo Minduim (guitarra e vocal), Mauricião (baixo e vocal), Neto (guitarra e backing vocal) e Mauricio Cabelo (bateria) fizeram a sua estreia no festival. Anteriormente, eles haviam tocado em eventos paralelos, mas nunca na programação oficial do Psycho Carnival.

“Bem vindo à guerra” abriu o show. No setlist da apresentação, a banda fez uma retrospectiva dos três álbuns lançados em seus 24 anos de carreira: “Devolvam Meu Vinil” (2002), “Tormento” (2007) e “Coturno Bastardo” (2015). O grupo tocou até uma versão para “Head on”, do Jesus and Mary Chain.

O grande momento do show foi a música “Punk Rock do Brasil”, uma homenagem da banda aos grandes nomes do estilo no país. Na canção, o grupo reuniu alguns trechos de músicas emblemáticas do Punk brasileiro, entre elas “Medo”, do Cólera. “Depois de muito tempo sentimos um friozinho na barriga de manhã. Éramos a única banda ‘não psycho’ no Psycho Carnival. Apesar de termos muito clara a questão de que a cena curitibana é uma só e que na sua origem o Punkabilly era uma das veias mais pulsantes em nosso meio, estávamos sim nos sentindo desafiados em meio a tantos topetes”, diz Rodrigo Minduim.

Porém, esse frio na barriga se diluiu à medida que a apresentação acontecia. “No palco, toda essa expectativa foi abaixo. Fomos extremamente bem recebidos pelo público, que cantou conosco música a música. Ficamos lisonjeados! O Jokers é maravilhoso para se apresentar e a atmosfera do primeiro dia do festival deixou tudo ainda mais especial. Foi um momento único e que não esqueceremos jamais. Nos divertimos muito e esperamos que todos tenham se divertido. O No Milk Today tocou no maior festival de Rock no Carnaval de todo o mundo. Longa vida ao Psycho Carnival!”, complementa Minduim.

O grupo encerrou a apresentação com “Resistência”. Leia neste link a entrevista exclusiva que banda deu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Phantom Rockers

O Phantom Rockers, banda inglesa (radicada nos Estados Unidos), foi a primeira atração internacional a subir no palco do Jokers nessa edição do festival. Mark Burke (baixo e vocal), Vinny Badblood e Zteben Blarg (guitarras) e John Katastrofe (bateria) abriram o show com “Leather Zombie”.

A banda, que está prestes a completar 30 anos de carreira, voltou ao Psycho Carnival após seis anos. O setlist resgatou os vários grandes momentos dessas três décadas, como “Valley of the kings” e “Mexico”. O fato de ter duas guitarras em sua formação, fato pouco usual nas bandas de Psychobilly, deu ainda mais peso ao som do Phantom Rockers.

Mark e sua banda se divertiram muito durante o show. Além disso, a presença de Zteben Blarg estabeleceu uma conexão imediata entre a banda e o público. O guitarrista é um veterano do festival e faz parte do círculo de amizades de boa parte da cena psycho curitibana. Sua última participação no Psycho Carnival aconteceu em 2015, quando se apresentou com o Klax e com o Barnyard Ballers.

“Rumble Rock” encerrou a apresentação. “Foi uma explosão! Ame a multidão e o amor. Cena é tão abertura e permite muito. Realmente triste que acabou. Mas é tão bom estar de volta! Parece uma segunda casa agora”, diz Zteben.

Leia neste link a entrevista exclusiva que banda deu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Hillbilly Rawhide

Os curitibanos do Hillbilly Rawhide encerraram a primeira noite do festival. Mutant Cox (voz, guitarra e violão), Mark Cleverson (violino e voz), Joe Ferriday (piano e voz), Osmar Cavera (baixo acústico) e Juliano Cocktail (bateria e cajón) possuem um público fiel que costuma acompanhar o Hillbilly em todos os lugares. A banda foi uma das primeiras do Brasil a misturar Folk, Country e Rock em suas músicas.

O Hillbilly Rawhide foi formado em 2003 e conta com cinco álbuns em sua discografia: “Ramblin’ Primitive Outlaws!” CD (2006); “F.N.M.” EP (2006), “Lost and Found” CD (2011); “Ao Vivo no Teatro Paiol” CD e DVD (2012); e “Ten Years on the Road” CD (2013).

O grupo abriu o show com “Hillbilly treasure”. A banda empolgou a plateia com seus velhos sucessos, entre eles “Cavaleiros da morte”, que fala sobre o Cerco da Lapa. Eles também apresentaram duas músicas novas que farão parte de seu novo álbum. O CD deve ser lançado ainda neste ano: “My name is Rattlesnake” e “I love the mornings, but get along with nights”.

“O enxofre e a cachaça” encerrou a apresentação. “O nosso show foi bom. Nos sentimos à vontade tocando no palco onde nos apresentamos durante o ano inteiro. Desde 2009, nós somos a banda residente do Jokers. Tivemos alguns imprevistos com problemas técnicos, mas que foram superados. Junto com a energia do público presente, conseguimos fazer uma grande abertura do festival”, diz Mark Cleverson.

Leia neste link a entrevista exclusiva que banda deu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.