Texto: Marcos Anubis
Fotos e revisão: Pri Oliveira

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A última noite da 18ª edição do Psycho Carnival aconteceu na segunda-feira (27) no Jokers. O encerramento do evento coube aos ingleses do The Meteors, considerados por praticamente toda a cena psychobilly como a pedra fundamental do estilo.

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Mongo

A banda curitibana Mongo fez a sua estreia no festival. O grupo surgiu após o fim do Chernobillies, uma das mais tradicionais bandas do psychobilly curitibano, que encerrou as suas atividades em 2016 após 13 anos de estrada.

G-lerm (vocal), Ariton (guitarra), Matheus Moro (bateria, ex-Ovos Presley, Hillbilly Rawhide e atual Movie Star Trash) e Ricardo Crespo (baixo, ex-Roadrunners, banda rockabilly de São Paulo) abriram o show com “Wooly bullying”.

O setlist teve canções novas, entre elas “House of the dead” e “Until I die”, demonstrando o que será a banda daqui para frente. O grupo incluiu até uma versão para “I will survive”, da cantora americana Gloria Gaynor.

“M.O.N.G.O.” encerrou a apresentação. “O Carnival é o verdadeiro teste pra uma banda de Psychobilly. E acho que nós passamos!”, diz Ariton.

Leia neste link a entrevista que a banda concedeu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Asteroides Trio

O trio paulista fez a sua segunda participação no Psycho Carnival. A primeira aconteceu em 2014 e as lembranças permanecem na memória de Franco Kid (vocal e bateria), Weasel Rocker (baixo) e Formiga (guitarra) até hoje. “Aquele foi um momento sensacional, com muita energia e interação com o público. Além disso, foi um grande encontro com os amigos e um momento de troca de informações com várias pessoas de todo o Brasil”, diz Franco.

O trio abriu a apresentação com “Nancy, vamos para casa”. O setlist incluiu músicas dos seus 11 anos de estrada, entre elas “Pelas ruas” e “O último dos moicanos”. A banda também apresentou a canção “Verônica biônica” (gravada no último álbum do grupo, “Asteroides Trio” (2017). Na versão de estúdio, ela teve a partição do guitarrista e vocalista do Autoramas, Gabriel.

A produção do CD foi do vocalista e guitarrista do Bad Luck Gamblers, Joe Marshall. “Conhecemos o Gabriel em um show nosso em São Paulo. Ele gostou muito da banda e sugeriu a ideia de gravarmos juntos. A pessoa ideal para a gravação foi o Joe Marshall, pois já havíamos trabalhado com ele no Punkabilly”, diz Franco.

“Somos todos inocentes” e “Decadência social”, versões para as músicas da banda punk paulista DZK, encerraram a apresentação. As duas canções tiveram a participação do vocalista do DZK, Barata. “O Psycho Carnival é de grande importância, pois fortalece o rock underground e incentiva novos grupos que também almejam tocar no festival. Além de trazer bandas precursoras do Psychobilly mundial e nacional. Somos sempre gratos pelo convite. Com certeza é um festival de peso para o currículo da banda”, elogia Franco.

Confira um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Jinetes Fantasmas

Os argentinos do Jinetes Fantasmas se apresentaram pela 4ª vez na história do Psycho Carnival. As anteriores aconteceram em 2011, 2012 e 2015.

Vena (vocal e guitarra), Gabba (guitarra), Dr. Santónico (baixo) e Bronca (bateria) iniciaram o show com “Afilador asesino”. O setlist teve músicas de todos os cinco álbuns da banda: “Psychobilly Underground” EP (2010), “Jinetes Fantasmas” CD (2010), “Brasil” EP (2011), “Terror, Sangre, Delirio” CD (2012) e “Dimension Psycho” CD (2014).

Atualmente, o grupo está prestes a lançar um novo trabalho, que deve se chamar “King Kong Stomp”. O CD deve ser lançado ainda neste primeiro semestre e está sendo mixado na Inglaterra pelo produtor Philip Doyle.

Um dos grandes momentos do show foi a música “Psycho Carnival”, composta pela banda para homenagear o festival. “Foi ótimo ver as pessoas cantando e perceber como essa canção tornou-se um hino conhecido pelo público”, afirma Vena.

O som da banda se mostrou bem mais pesado do que na apresentação de 2015, muito em função do trabalho de guitarra feito por Vena e Gabba. “Ficamos ansiosos com a pressão de dividir o palco com o lendário The Meteors, mas quando a cortina se abriu, alguns segundos foram suficientes para esquecer tudo e nos dedicarmos ao nosso show. Queríamos ter uma grande quantidade de energia no palco e no público, fazer um bom show, que não deixasse a plateia parada. Eu acho que conseguimos!”, opina o vocalista.

Além de se apresentar, o grupo também assistiu a quase todos os shows do festival. “Eu acho que foi o nosso melhor Psycho Carnival! É muito importante agradecer a toda a organização do festival e do Jokers. Eles fizeram com que a gente se sentisse em casa. Esperamos voltar em breve para desfrutar desse grande festival com o seu público”, finaliza Vena.

Leia neste link a entrevista que a banda concedeu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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CWBillys

Bruno B. Rocker (guitarra e vocal), Pepeu Flukeman (baixo) e Clau Sweet Zombie (bateria) fizeram a sua 10ª participação seguida no festival, tocando no evento principal ou nos shows paralelos.

Os três são músicos com muita experiência dentro da cena psychobilly curitibana. Pepeu faz parte do 3 Bop Pills, Clau integra os trios As Diabatz e Os Piolhentos e Bruno toca com o B.Booms.

A banda abriu o show com um tema instrumental, ainda sem nome, seguida por “Fazendeiro Joe”. Além de músicas já conhecidas do público, entre elas “Velha carcomida”, a banda também aproveitou para apresentar duas canções inéditas que farão parte de seu novo álbum: “Laudo cadavérico” e “Eu disse Jack”.

“Zumbilly” encerrou a apresentação. “Foi o último dia de festa, uma ressaca após a outra… Subimos no palco e o local estava cheio, com todos ansiosos pelo show do Meteors. Foi animal! A galera estava bem animada e todos curtiram com a gente. Acredito que tenha sido um show divertido para todos, inclusive para nós!”, diz Bruno.

Leia neste link a entrevista que a banda concedeu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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Krappulas

A linha que separa o Psychobilly da banda curitibana Krappulas da violência e agressividade do Heavy Metal é muito tênue. Ao vivo, o peso que o grupo mostra em suas músicas surpreende quem está acostumado com o lado mais “puro” do estilo.

Breno (vocal), David (guitarra), Manolo (baixo) e Cris (bateria) se apresentaram pela 14ª vez no festival. Eles abriram o show com “Just let me be alone”. O setlist teve várias faixas do álbum “Psychoworld” (2012), entre elas “Hassassin”, “Shocked” e a fantástica “Caring about”.

O Krappulas foi formado em 1991 e sua discografia conta com dez trabalhos lançados, entre coletâneas e CDs autorais. São eles: “Dance After Dead” Compacto (1993), “Psychorrendo” Coletânea (1995), “Traidô – Tributo ao Ratos de Porão” Coletânea (1998), “10 anos de 92°” Coletânea (2001), “Escape From Hell” CD “2002”, “Dance With A Chainsaw” Coletânea (2002), “Funeral Music” Coletânea (2003), “Psychoworld” CD (2012), “Bombing Brazil – Tributo ao Motörhead” –  Coletânea (2013) e “Into the Grave” EP (2013). Atualmente, o grupo se preparada para gravar um novo álbum.

A banda também fez uma versão para “Over the top”, do Motörhead. “Escape from hell” encerrou a apresentação. “Tocar no Psycho Carnival é sempre uma farra danada. É encontrar a turma e contar aquelas mentiras de sempre, encher a cara e fazer a festa. O show no palco começou com o som impecável e não sei o que foi acontecendo que a partir da quinta música foi meio no escuro, ninguém ouvia ninguém, mas mesmo assim a diversão nunca fica de lado. Quando o som estava impecável a energia da banda estava toda ali concentrada e com força”, diz David.

Leia neste link a entrevista que a banda concedeu ao Cwb Live antes do show no Psycho Carnival. Confira, também, um vídeo do show e o nosso álbum de fotos.

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The Meteors

A banda inglesa The Meteors é considerada por boa parte da cena psychobilly mundial como a pedra fundamental do estilo. Portanto, a expectativa criada em torno do show que fecharia a 18ª edição do Psycho Carnival era enorme.

Antes da apresentação, a banda proibiu o público e a imprensa de filmar ou fotografar.. Minutos antes do início, porém, a organização revelou que o grupo estava abrindo uma exceção e permitiria fotos.

A banda costuma agir dessa forma em todos os seus shows. A intenção, ao que parece, é fazer com que o público esteja centrado na atuação da banda e em suas músicas. Paul Fenech (guitarra e vocal), Henners Corolione (baixo) e Wolfgang Hoerdeman (bateria) fizeram um show com uma intensidade impressionante.

O grupo abriu a apresentação com “Halloween”. A partir daí, foi um desfile de clássicos do Psychobilly, entre eles “Night of the werewolf”, “I hate people” e “Rythm of the bell”.

Com pouquíssima conversa com o público, Fenech conduziu sua banda durante 28 músicas, mesmo não estando 100% fisicamente. “O Paul veio com uma infecção no pulmão, então, ele teve que ficar descansando mesmo para poder melhorar e tocar“, diz a baterista das Diabatz e do CWBillys, Clau Sweet Zombie.

Clau é uma das maiores fãs do Meteors no Brasil e, além disso, mantém uma relação de amizade com seus ídolos. Por isso, ela foi a anfitriã da banda nessa passagem por Curitiba. “Eles são superengraçados. Ficam rindo e contando piadas o tempo todo. Também foram muito solícitos e profissionais. Nos compromissos, eles estavam sempre nos esperando, prontos e na hora marcada”, conta.

Essa foi a quarta vez que Clau assistiu a um show do Meteors e, em sua opinião, essa foi a melhor apresentação da banda no Brasil. “Eles amaram tudo! Eles gostam muito do Jokers e são supersimples. Eles curtiram muito o público, a galera estava animadíssima”, diz.

Após “Wrecking crew”, a banda saiu rapidamente do palco e voltou para o bis. “Lonesome train” encerrou a apresentação. “O Meteors criou o Psychobilly. Foi o Paul Fenech que espalhou toda essa doença pra gente (risos). Eles são a banda mais importante do estilo, histórica e musicalmente”, finaliza Clau.

Confira o nosso álbum de fotos do show do The Meteors.