Texto: Marcos Anubis
Revisão: Pri Oliveira
Foto: Rafael Mendes

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Comemorar 35 anos de trajetória, 20 anos da entrada de um vocalista que ajudou a banda a renascer em um momento difícil e dois anos de turnê do mais recente álbum do grupo em um único show? Quando o Sepultura pisar no palco da Live Curitiba neste sábado (9), no Curitiba Motorcycles, tudo isso estará presente.

O evento ainda contará com shows das bandas curitibanas Motorocker, Hillbilly Rawhide, The Secret Society, Fourface e Diddley Duo, além de uma estrutura com Food Truck Park, a Kiss Day Expo (exposição, vendas e trocas de itens relacionados ao grupo), tatuadores, barbearia, stands e lojas.

A vida na estrada

No dia 13 de janeiro, Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo), Derrick Green (vocal) e Eloy Casagrande (bateria) completaram dois anos de turnê do mais recente álbum da banda, “Machine Messiah” (2017). Nesse período, o grupo realizou 197 shows, o que dá a incrível média de uma apresentação a cada três dias.

Após tantos shows diante dos mais variados públicos em todo o mundo, o CD se tornou um marco na carreira da banda. “Talvez ele seja o melhor álbum da nossa carreira. Nós tocamos a maioria das músicas desse CD nos nossos shows, inclusive nos festivais onde a gente faz um set mais curto. A receptividade da galera foi sensacional, muito positiva!”, explica Andreas Kisser.

Entre esses shows, o Sepultura uniu forças com alguns grandes nomes do Heavy Metal. “Nós fizemos algumas tours importantes. Uma delas foi com o Kreator na Europa logo que o CD saiu. Também fizemos com o Testament e o Prong nos Estados Unidos, além de outros festivais”, relembra.

Em abril, para finalizar a turnê do álbum “Machine Messiah”, o Sepultura fará uma série de shows na Rússia. “Nós só fomos para lá com o Kreator e fizemos Moscou e São Petesburgo, mas a Rússia tem muito mais possibilidades. Dessa vez, nós vamos fazer cinco shows na Rússia, chegando até a Sibéria, três shows na Ucrânia, e vamos tocar pela primeira vez no Cazaquistão. Além disso, ainda existe a possibilidade de tocar no Líbano e nos Emirados Árabes. Quando completarmos esses shows, o ciclo do ‘Machine Messiah’ estará fechado”, explica.

O novo trabalho

Após o fim da turnê, a banda já começará a pensar no novo álbum que ainda não tem nome, mas deve ser lançado em 2020. O grupo já tem algumas demos, e a intenção é apresentar a capa e uma música inédita no show do Sepultura no Rock in Rio, no dia 4 de outubro, no Palco Sunset. “É uma ocasião especial, um dia histórico, porque será o maior ‘Heavy Metal Day’ do Rock in Rio!”, diz.

Além do Sepultura, a noite mais pesada do evento ainda contará com shows do Anthrax, do Megadeth, do Scorpions e do Iron Maiden.

Ídolos e amigos

O mundo do Heavy Metal é competitivo, porém, é comum que entre as grandes bandas exista uma relação de admiração e respeito. No caso do Sepultura, Andreas tem nitidamente uma ligação muito especial com o Anthrax, que dividirá o palco com os brasileiros no Rock in Rio.

O relacionamento é tão próximo que em 2011, quando o guitarrista Scott Ian foi acompanhar o nascimento do filho, a banda escolheu o brasileiro para substituí-lo em algumas datas daquela turnê.

Essa é uma lembrança que Andreas guarda até hoje. “Pra mim, foi um privilégio fazer parte daquela turnê. Eu toquei em cinco shows do Big 4 e em outras apresentações que o Anthrax fez como headliner. Foi uma experiência maravilhosa ter a confiança deles, porque os caras conhecem músicos do mundo inteiro, e o fato de o Scott ter me ligado e falado que eu era o cara para fazer isso me deixou muito honrado!”, conta.

Alguns dos momentos mais especiais para todos os que participaram daquela reunião histórica de Slayer, Megadeth, Metallica e Anthrax foram as jam sessions com todas as bandas tocando juntas no final do show. “Eles foram muito respeitosos, e me receberam de braços abertos. O backstage foi a coisa mais linda do mundo! Parecia um bando de moleques que estava tocando pela primeira vez junto. É uma galera que se conhece há muito tempo e se respeita demais. Pra mim, foi sensacional fazer parte de tudo isso!”, relembra.

Esse respeito demonstrando por grandes ícones da história do Heavy Metal é mais uma prova do prestígio que o Sepultura construiu ao longo da carreira. “O Metallica, o Slayer, o Megadeth e o Exodus, enfim, toda essa galera influenciou o Sepultura. Eles foram os grandes mestres, principalmente o Slayer e o Metallica, que influenciaram muito a minha maneira de tocar”, complementa.

Sepulzé ou Zépultura

Falando no Rock in Rio, o Sepultura protagonizou um dos shows mais surpreendentes da história do festival ao tocar com Zé Ramalho na edição de 2013. Esse encontro que a princípio parecia improvável, começou a ser materializado quando o produtor André Moraes estava organizando a trilha sonora do filme “Lisbela e o Prisioneiro” (2003).

Na ocasião, André juntou Sepultura e Zé Ramalho na gravação da música “A dança das borboletas”, tema do personagem Frederico Evandro, um assassino interpretado pelo ator Marco Nanini.

O resultado foi a união do peso dos riffs de Andreas ao vocal grave de Zé. “Foi uma coisa muito fácil de ser feita, sem estrelismo ou egocentrismo. O Zé é uma pessoa sensacional e um artista monstruoso! Ele entrou no estúdio, escutou a música apenas uma vez, passou e já gravou. Ele é muito profissional e focado”, elogia.

Depois desse encontro inusitado, no qual a química foi tão forte, surgiu a ideia de apresentar essa e outras canções no palco, entre elas, “Ratamahatta” do Sepultura e “Jardim das acácias” de Zé Ramalho. A oportunidade veio no Rock in Rio. “Foi um dos maiores shows que a gente fez na nossa carreira! Deu muito certo! A gente quer até repetir! Vamos ver se algum dia nós conseguimos fazer um show maior com ele!”, diz.

Cartada certeira

Em 2019, o vocalista Derrick Green está completando 20 anos ao lado do Sepultura. O cantor entrou no grupo em 1998 quando a banda enfrentava um mar de incertezas após a traumática saída de Max Cavalera, no final de 1996.

Naquele momento, era o futuro do Sepultura que estava em jogo, e isso dependia totalmente da escolha do novo vocalista. “Nós tivemos que reestruturar tudo porque perdemos não só o nosso vocalista, mas também o empresário e uma estrutura que demorou dez anos para ser montada. O Max levou praticamente tudo com ele. Então, o Igor, o Paulo e eu ficamos negociando uma nova gravadora e indo atrás de empresários e produtores porque a nossa gravadora ficou mais do lado do Max. Naquele período, nós fizemos dois discos com a Roadrunner e depois finalmente mudamos de selo”, relembra Andreas Kisser.

Para escolher o novo vocalista, os integrantes do Sepultura gravaram uma demo com a música “Choke” e enviaram para candidatos do mundo todo, inclusive para alguns conhecidos, entre eles, o frontman do Testament, Chuck Billy. A canção não tinha letra e nem vocal guia, pois caberia ao candidato demonstrar o que poderia fazer com um material do Sepultura.

Hoje, duas décadas e oito discos depois, Andreas não tem dúvidas de que a escolha foi a melhor possível. “O Derrick fez o melhor trabalho no nosso ponto de vista naquele momento”, conta.

De forma surpreendentemente rápida, Derrick se adaptou totalmente ao grupo como se já fizesse parte da banda há muito mais tempo. “Hoje, nós estamos aqui celebrando 20 anos com ele. O Derrick trouxe muita coisa boa para o Sepultura. Ele é um cara inteligente, com uma cabeça aberta, e tem uma técnica muito mais aprimorada do que o Max tinha, com mais possibilidades de voz tanto no gutural quanto nas melódicas. A entrada dele ajudou muito a gente a crescer e estar aqui hoje celebrando 35 anos de banda”, elogia.

As gigantescas turnês e o sacrifício pessoal

Obviamente, os fãs e a mídia costumam ver e avaliar sempre o lado musical de uma banda, no palco e nos discos. Afinal, essa é a parte mais visível de um artista. Poucos conhecem os sacrifícios que uma banda precisa fazer no lado pessoal, principalmente quando a intenção é alcançar o mercado internacional.

Dentro dessa luta na qual só os realmente fortes sobrevivem, o Sepultura é uma das bandas de Heavy Metal que mais faz shows em todos os cantos do mundo. Ver a agenda do grupo é impressionante porque, por exemplo, após a apresentação em Curitiba, o grupo vai embarcar para a Ucrânia.

Diferentemente de muitas bandas que não se encaixam na sequência massacrante de turnês que duram dois ou três anos, o Sepultura parece ter sido forjado para essa vida on the road. “A estrada cria casca. Nós que somos músicos estamos aqui para tocar no palco, o resto é consequência disso. Entrevistas e gravações em estúdio são coisas paralelas que não têm a ver com o show em si. Eu sou músico porque eu gosto é de estar no palco, de tocar. Pra mim, é um privilégio viajar. Nós já estivemos em mais de 80 países conhecendo culturas e pessoas diferentes. Muito mais do que promover uma música ou um álbum, isso é a vida em si. É um privilégio ser músico em uma banda como o Sepultura. Eu não tenho do que reclamar, só agradecer”, afirma.

Mesmo com todas as privações pessoais que a vida na estrada exige, Andreas acredita que esse é o verdadeiro sentido de se ter uma banda. “Existem grupos que lutam para fazer um show no mês, e nós temos a oportunidade de tocar no mundo inteiro de segunda a segunda, praticamente. Isso é fruto de muito trabalho e foco. Nós estamos muito unidos como banda. Temos uma estrutura, megaempresários e tudo o mais. Isso faz com que a gente tenha a oportunidade de viajar para a Ucrânia e de fazer um puta show para uma galera que curte a banda desde o começo, que conhece a nossa história, e também para pessoas que estão indo pela primeira vez. Essa é a vida, a realidade”, analisa.

E ser real em um mundo no qual seguidores e curtidas passaram a valer muito mais do que a arte não é mais tão comum. “Existem muitos artistas que têm milhões e milhões de seguidores no YouTube, mas não conseguem colocar 15 pessoas em um show. É uma ilusão. Muita gente até compra seguidores para mostrar aos outros que tem milhares de fãs, mas não tem uma coisa real acontecendo. Já o Metal passa de pai para filho. O metaleiro gosta de comprar coisas originais”, opina.

O Metal brasileiro pelo mundo

O Sepultura foi responsável por colocar o Brasil no mapa do Heavy Metal internacional. Hoje, várias bandas brasileiras estão conseguindo seguir de alguma maneira os passos do grupo mineiro.

Como vivencia essa peregrinação há tantos anos, Andreas consegue traçar um panorama bem real do interesse que continua existindo pelas bandas de Metal brasileiras. “O Brasil sempre mostra alguma coisa boa e diferente. Hoje nós temos o Krisiun; o Angra; o Claustrofobia, que agora também está começando a ter uma carreira internacional; o Torture Squad; o Nervochaos, que também toca no mundo todo… As próprias bandas se organizam para fazer essas turnês e é muito legal ver tudo isso!”, diz.

Fazendo um paralelo com as barreiras que sem exagero nenhum pareciam intransponíveis no início do Sepultura, Andreas acredita que a realidade melhorou muito. “Hoje em dia as coisas são mais possíveis. Em 1989, se não tivéssemos a gravadora seria impossível a gente sair daqui e bancar uma viagem para tocar. Atualmente, as bandas estão se virando bem mais. Elas conseguem ter condições de fazer um CD ou vender o merchandising, que é uma coisa que mantém os músicos na estrada e ajuda a pagar todos os custos. O interesse pelas bandas brasileiras sempre existiu”, complementa.

Do you remember Rock’n’roll radio?

Além de comandar uma das bandas mais importantes do mundo, Andreas também encontra tempo para manter um programa de rádio. O “Pegadas de Andreas Kisser” existe há sete anos e vai ao ar todos os domingos na 89 FM de São Paulo. No programa, o guitarrista divide a apresentação com o filho Yohan, de 22 anos.

Como não poderia deixar de ser, uma das ideias centrais do programa é mostrar o cenário do Metal brasileiro. “Existe muita banda brasileira boa! A gente abre muito espaço para o Metal nacional de todas as vertentes. Hoje, as mulheres estão participando bem mais, tocando instrumentos e sendo vocalistas de várias bandas. Também tem muito grupo cantando em português, coisa que era um tabu no passado, quando só se cantava em inglês. Nós também vemos muitas influências no país inteiro com bandas mais punks ou hardcore e outros usando escolas de samba ou os aspectos do folclore brasileiro”, analisa.

A realidade é e que hoje, passadas mais de duas décadas da explosão internacional do Sepultura, as bandas brasileiras conquistaram um espaço que antes era inimaginável. “O Heavy Metal brasileiro é uma realidade mundial, não é mais uma coisa ‘exótica’ como foi com o Sepultura. Hoje as pessoas sabem que o Brasil é o país do Metal, que o Metallica, o Iron Maiden ou o Black Sabbath quando tocam aqui vendem 60 mil ingressos em cinco minutos. Além disso, a cena nacional também está muito forte com vários festivais acontecendo. O próprio SESC em São Paulo está abrindo espaço para muitas bandas de Metal por todo o estado. É um momento muito positivo! O Metal está crescendo novamente!”, afirma.

Posicionamento

No início deste ano, houve um início de mobilização nas redes sociais de uma parte dos fãs do Sepultura para pedir ao grupo que demonstrasse apoio aos índios nas polêmicas medidas tomadas pelo governo do Brasil em relação à demarcação de terras das tribos brasileiras.

A atitude foi motivada justamente pelo álbum “Roots”, que aborda fortemente a cultura indígena brasileira. “Não chegou nada até a gente, mas ninguém tem que exigir nada de nós. A gente faz o que quer, o que acreditamos. A gente tem a nossa música justamente para colocar o nosso ponto de vista”, afirma.

A realidade brasileira como combustível para o Heavy Metal

Em uma entrevista para o Cwb Live em 2009, o vocalista e guitarrista do Inocentes, Clemente Nascimento, disse que se o Punk não fosse inventado na Inglaterra, provavelmente os brasileiros o teriam criado. Afinal, a realidade vivida pelas classes menos favorecidas no Brasil é, há séculos, muito difícil, e esse é o principal tema abordado nas letras do Punk.

Trazendo esse raciocínio para o Heavy Metal, Andreas acredita que não só a realidade brasileira, mas o contexto mundial alimenta um dos gêneros mais populares do planeta. “Desde que nós começamos a sair do Brasil para fazer turnês internacionais, em 1988/1989, nós sempre levamos o Brasil com a gente. Sempre fizemos paralelos com a Alemanha, o Japão, a Indonésia e outros países. Nós começamos a ver isso de perto, a conversar com os fãs desses locais para saber quais eram as dificuldades para que eles fossem a um show ou quanto eles gastavam para comprar uma camiseta ou uma cerveja. Procuramos entender como funcionavam essas sociedades, como era o trânsito, e aí a gente comparava tudo. Nós temos esse privilégio de viajar o mundo e de também viver no Brasil. Eu já vivi fora, então a gente já teve essa experiência de ver o Brasil de vários ângulos”, argumenta.

Mas mesmo com a possibilidade de absorver outras culturas, é no Brasil que o Sepultura busca as mais fortes influências. “O Brasil é a nossa maior fonte de inspiração desde o ‘Beneath the Remains’. O ‘Roots’ foi uma consequência desse sentimento brasileiro. Não só de falar das coisas do Brasil, mas de também trazer elementos da nossa música, como a percussão do Carlinhos Brown e a música sertaneja da viola caipira em ‘Kaiowas’, que também é o nome de uma tribo indígena. Tudo isso sempre foi muito natural pra gente”, complementa.

O histórico show na Pedreira

Em 1994, o Sepultura viveu uma situação na Pedreira Paulo Leminski que os fãs curitibanos mais antigos lembram até hoje. Naquela época, o grupo estava no meio de uma ascensão internacional meteórica protagonizada pelo álbum “Chaos A.D.” e a apresentação na Pedreira seria uma celebração desse sucesso. No meio da tarde, Viper e Raimundos abriram os trabalhos para que Sepultura e Ramones fechassem o evento à noite.

Tudo corria bem nas duas primeiras apresentações, debaixo de um calor infernal. Porém, quando o Sepultura pisou no palco, uma tempestade impressionante desabou sobre a capital paranaense. “Essa foi a única vez que a gente pegou uma tempestade dessa no palco! Nós tentamos tocar. Os nossos equipamentos estavam cobertos com plástico e os nossos técnicos estavam se protegendo, mas estava uma ventania muito forte, com raios caindo e uma chuva pesada. A Pedreira estava lotada com todo mundo procurando achar um abrigo. Nós ainda conseguimos tocar cinco músicas, e isso foi muito”, relembra.

Esse é o tipo de lembrança que definitivamente não se apaga da mente de uma banda. Afinal, estar diante de um público gigantesco e não conseguir tocar por motivos meteorológicos não é uma situação comum. “Nós ficamos frustrados porque não conseguimos fazer o nosso show. Era a turnê do ‘Chaos A.D.’, uma das nossas maiores turnês na história. Os shows em Florianópolis e Porto Alegre foram sensacionais porque nós estávamos em um momento muito forte mesmo. O nosso maior público naquela turnê foi na Pedreira e aconteceu tudo isso justamente no nosso show. Antes da gente estava tudo certo e depois o Ramones tocou tranquilo (risos)”, complementa.

Hoje, 25 anos depois, Andreas ainda guarda na memória aqueles momentos de tensão. “Eu acho que ficou marcado mesmo, e é uma coisa que não vai se repetir nunca mais. A gente podia ter cancelado tudo, não ter nem entrado no palco, o que na verdade era o certo a fazer porque estava muito perigoso. Na Europa já pararam uns dois ou três festivais por causa disso. Quando está caindo raios, as pessoas vão para as barracas e depois que a chuva passa todo mundo volta. Enfim, rolou do jeito que rolou, nós tocamos as nossas cinco músicas e ficou marcado na história”, diz.

Com essa bagagem fantástica, o maior nome do Heavy Metal brasileiro continua produzindo música de qualidade e seguindo uma trajetória que começou há mais de três décadas. “O que é fácil nesse mundo? Nada é fácil. É difícil viajar e ficar longe da família, mas tudo tem as suas consequências. A gente faz o que ama e por isso nós ainda estamos aqui”, diz.

Para o show deste sábado, o grupo preparou um setlist especial que deve agradar em cheio os fãs que acompanham a banda há mais tempo. “Curitiba é sensacional, é uma cidade muito roqueira! Nos shows, a gente vem fazendo um setlist cronológico. Nós começamos com músicas do ‘Bestial devastation´ e vamos contando a história do Sepultura álbum a álbum. Nós devemos fazer esse show, mas colocando mais músicas do ‘Machine Messiah’, pois não tivemos a oportunidade de levar essa tour para Curitiba. Como é um festival de motos com uma galera misturada, não só de fãs do Sepultura, será legal levar esse show pra galera que acompanha a gente”, finaliza Andreas Kisser.

Serviço

Os ingressos para o show deste sábado (9) na Live Curitiba custam: Pista Premium – R$ 150 (inteira) e R$ 80 (meia-entrada). Área VIP – R$ 170 (inteira) e R$ 90 (meia-entrada). Camarote – R$ 242 (inteira) e R$ 121 (meia-entrada). Já está incluído o valor de R$ 10 referente à taxa de serviço do site Disk Ingressos.

Os bilhetes podem ser adquiridos no site Disk Ingressos, na loja da empresa no Shopping Palladium (de segunda a sexta, das 11h às 23h; aos sábados, das 10h às 22h; e aos domingos, das 14h às 20h), nos quiosques instalados nos shoppings Mueller e Estação (de segunda a sábado, das 10h às 22h; e aos domingos, das 14h às 20h), no Call center, pelo fone (41) 3315-0808 (de segunda a sexta, das 9h às 22h; e aos domingos, das 9h às 18h).

A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue e portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer, e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes. Portadores do cartão fidelidade Disk Ingressos e Uningressos, do Clube Gazeta do Povo e do Clube da Alice, e associados da OAB-PR, CRC, CREF, CRF e CRM também possuem 50% de desconto. É obrigatória a apresentação de documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário na compra do ingresso e na entrada do local do show.

A classificação etária é de 18 anos. Menores de 18 anos entram apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais. A casa abre às 16h e os shows começam às 16h. A Live Curitiba fica na Rua Itajubá, 143, no Portão.