Banana Gun une IA, mistério e a assinatura de Raul Machado em novo sucesso

Apostando nos shows e na execução nas rádios, o grupo não disponibiliza as músicas nas plataformas de streaming

Enquanto a indústria fonográfica se curva aos algoritmos das plataformas digitais, a banda paulista Banana Gun subverte a lógica do mercado.

Composta por avatares virtuais e com as criações audiovisuais do cineasta Raul Machado, o trio acaba de conquistar o 1º lugar no gênero Pop no Rio Grande do Sul com a música “Arregaço”.

O feito, registrado no início de fevereiro, é acompanhado por uma estratégia radical: o grupo não disponibiliza suas músicas em nenhuma plataforma de streaming.

Para ouvir as releituras e autorais do grupo, o público deve sintonizar o rádio ou comparecer aos shows, onde os avatares se materializam em músicos de carne e osso, mantidos estrategicamente em contraluz para preservar o mistério de suas identidades.

Investindo cada vez mais em suas canções autorais inéditas, Banana Gun deixa claro que a música importa mais que os indivíduos que tocam os instrumentos no palco. “Todos sempre estaremos escondidos, dispensáveis e substituíveis. Mas, sempre teremos músicos, de verdade, tocando e fazendo música nos shows”, afirma o trio.

A ciência por trás do hit

O sucesso “fora da rede” é comprovado por dados reais. Através da tecnologia de Inteligência Artificial da Connectmix, que monitora mais de 6.500 emissoras no Brasil, a performance de “Arregaço” foi auditada em tempo real.

Além do topo no RS, a faixa alcançou o 3º lugar na região Sul no lançamento e fechou o mês de fevereiro na 2ª posição do ranking mensal.

“O rádio ainda é o maior validador de sucessos. A Banana Gun prova que uma boa música, aliada a uma distribuição estratégica para mais de 30 mil profissionais de rádio, rompe a barreira do digital”, explica Júnior Demarco, diretor da Connectmix.

A batuta de Raul Machado

Por trás da estética visual e tecnológica está Raul Machado, diretor de mais de 400 videoclipes históricos (Chico Science, Sepultura, Anitta, Planet Hemp). Para ele, a IA é apenas a evolução da moviola: “O Banana Gun me dá a oportunidade de aprender. Os clipes, feitos com IA, pesquisa e colagens, são os telões do show. É tudo ferramenta”, define o cineasta.

O universo Banana Gun

Parte do repertório da banda é uma viagem afetiva pela história do pop e rock nacional, em especial, com releituras de Titãs, Ira!, Jorge Benjor e Plebe Rude, sempre com versões que trazem a marca da personalidade de seus integrantes, dando novos olhares e ampliando as possibilidades sonoras de clássicos da música nacional que marcaram e seguem conectando gerações. “É o punk rock como você nunca viu ou ouviu”, garante o trio.

Para complementar a estética do grupo, o magnetismo de seus integrantes:

NeXT: o dono da banda. Um ser intergaláctico, gênio da genética e do ocultismo. Rico, poderoso e totalmente louco.

Gun: é um desertor do “Exército dos 12 Macacos”. Fugitivo de laboratório com supermemória, é o guerreiro percussivo e investidor do mercado financeiro.

Deputado: único humano na banda. Um ex-militante extraditado que fez um pacto na encruzilhada para se tornar um guitar hero. Hoje, um político conservador e monstro dos riffs.

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