Billy Idol e Steve Stevens, uma das duplas sagradas do Rock’n’roll

No show na Arena da Baixada, em Curitiba, Idol emocionou o público com alguns dos grandes hinos dos anos 1980
No mundo da música, são inúmeras as parcerias que renderam canções que se tornaram imortais.
Jagger e Richards, Lennon e McCartney, Tyler e Perry, Townshend e Daltrey, entre outros gigantes do Rock, transformaram letras e acordes em hinos.
Nessa quarta-feira (12), o público curitibano teve a oportunidade de ver de perto Billy Idol e Steve Stevens, dois artistas que fazem parte dessa lista de uniões sagradas.
A noite teve uma aura ainda mais especial porque essa foi a primeira vez que o astro inglês veio a Curitiba (além da capital paranaense, só São Paulo foi incluída na gig brasileira da turnê “It’s A Nice Day To… Tour Again”).
Muito bem acompanhado por Steve Stevens e Billy Morrison (guitarras), Stephen McGrath (baixo), Paul Trudeau (teclado), Jess Kass e Kitten Kuroi (backing vocals) e Erik Eldenius (bateria), Idol abriu o show com “Still Dancing”, faixa do recém-lançado “Dream Into It” (2025).
Na sequência, vieram dois clássicos: “Cradle of Love” e “Flesh For Fantasy” fazendo com que, logo de cara, o público fosse tomado pela energia que Idol, mesmo aos 69 anos, ainda demonstra diante dos fãs.
O palco usado para o show foi montado em frente ao gol dos fundos da Arena da Baixada, com o público sendo acomodado no gramado e no primeiro anel do estádio do Club Athletico Paranaense (as duas áreas ficaram lotadas).
Pelo que se viu, se o segundo anel tivesse sido liberado, provavelmente, ele também teria sido tomado pelos fãs.
Antes de “Eyes Without a Face”, Stevens fez um longa introdução no violão, sentado na beira do palco, bem perto do público.
A canção, uma das baladas mais representativas da década de 80, levou muitas pessoas às lágrimas porque faz parte da vida de quem cresceu acompanhando a trajetória de Idol desde os tempos da banda Generation-X, quando ele surgiu para o mundo da música, no final dos anos 1970.
Em “Mony Mony”, as excelentes backing vocals Kitten Kuroi e Jess Kas se juntaram a Billy para cantar a canção e foram ovacionadas pelo público.
O show teve até uma versão para “Gimme Shelter”, dos Stones, na qual Jess brilhou nos vocais, ao lado de Billy.

Steve Stevens, um dos gigantes
Ter um guitarrista criativo faz absolutamente toda a diferença em uma banda, afinal, existem milhares de músicos técnicos, capazes de tocar um milhão de notas em dez segundos, mas que não possuem nenhuma sensibilidade para utilizar esse dom.
Stevens usa a técnica como aliada da criatividade e é justamente essa característica que salta aos olhos de quem ouve as canções que ele compõe.
Dessa abordagem, surgiram os geniais riffs de “Flesh For Fantasy” e “Eyes Without A Face”, por exemplo, que se tornaram grandes sucessos mundiais na voz de Billy Idol.
Depois da fantástica “Rebel Yell” (com Billy contando como a ideia da música surgiu em uma festa na qual ele se encontrou com os integrantes dos Rolling Stones), a banda saiu do palco rapidamente.
Na volta, Stevens empolgou o público com as notas iniciais de “Dancing With Myself”, um clássico absoluto dos anos 1980 (trilha sonora essencial de 11 em cada dez “festas americanas” que os jovens realizavam, na época).
Nesse momento, não existia uma viva alma na Arena, jovem ou experiente, que não estivesse remexendo o esqueleto como se não houvesse amanhã.
Depois, Billy dedicou “People I Love” aos fãs e a família dele, que estava presente no estádio. “White Wedding”, com um gigantesco vitral de igreja surgindo no telão, encerrou a apresentação.
Antes de sair do palco, Billy apresentou toda a banda e fez questão de agradecer aos fãs. “Obrigado por tornar a minha vida feliz por todos esses anos”, disse especialmente a Steve Stevens, demonstrando um grande reconhecimento ao parceiro de estrada.
Para os fãs, que vieram de diversas cidades do Brasil, o show foi uma oportunidade única de ver de perto o ídolo.
Um deles foi o jovem Marcelo Rodriguez, que se deslocou de Blumenau, no interior de Santa Catarina, e acabou pegando a camiseta que Billy jogou para o público durante o show. “Foi surreal, é como ganhar na loteria! Eu vou ganhar para sempre porque ele é uma inspiração pra mim, tanto na música quanto na vida!”, diz.
Já a empresária Ana Paula “Rocker”, que mora em Curitiba, foi uma das “atrações” do show. Afinal, ela foi vestida de noiva, em uma referência a música “White Wedding”, e ficou colada na grade.
Em diversos momentos, Billy e Stevens perceberam a fã fervorosa gritando em frente ao palco e acenaram para ela. “No auge dos seus quase 70 anos, ele entrega carisma, um vozeirão impecável e uma energia que contagia. A apresentação foi incrível, superou as expectativas!”, afirma.
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