Glenn Hughes, o adeus de um dos gigantes do Rock’n’roll

O show no Tork N’ Roll, em Curitiba, marcou a despedida da “Voz do Rock”

O mundo da música vem dando adeus a diversos artistas e bandas essenciais, que construíram os alicerces de tudo o que nós ouvimos, atualmente.

Na lista dos que morreram nos últimos anos, e deixaram uma lacuna que não pode ser preenchida, estão David Bowie, Ozzy Osbourne e Tom Petty.

Além deles, outras grandes bandas decidiram se retirar da puxada vida das turnês internacionais como, por exemplo, Elton John, Aerosmith e Whitesnake.

Nessa terça-feira (18), o público curitibano lotou o Tork N’ Roll para ver e reverenciar Glenn Hughes, mais um desses gigantes que estão deixando de caminhar sob a Terra.

Acompanhado por Soren Andersen (guitarra) e Ash Sheehan (bateria), Hughes abriu o show com “Soul Mover”, faixa do recém-lançado “Dream Into It” (2025).

No repertório, Glenn inclui canções que retratam a longa trajetória que começou no início dos anos 1970, entre elas, “One Last Soul”, do Black Country Communion, e “Way Back To The Bone” e “Medusa”, do Trapeze (a primeira banda de Hughes e, de acordo com ele mesmo, a preferida entre os inúmeros projetos dos quais participou).

Um dos momentos mais emocionantes foi quando Glenn falou com muito carinho do parceiro Tony Iommi, antes de tocar a pesadíssima “Grace”, do álbum “Fused” (2005), onde o riff característico do guitarrista do Black Sabbath fica evidente.

No final da música, ele ainda incluiu um trechinho de “Dopamine”, faixa do mesmo trabalho.

A excelente “Chosen”, faixa-título do mais recente álbum de Glenn, lançado neste ano, também fez parte do setlist.

Nesse contexto, entra uma reflexão que pode ser aplicada a poucos “dinossauros” do Rock: Hughes continua extremamente criativo e produzindo material novo e bom!

Após a magistral “Mistreated”, o trio saiu rapidamente do palco, sob os aplausos efusivos dos fãs.

Na volta, após agradecer, Glenn encerrou a apresentação com “Burn”, clássico do Deep Purple, deixando no ar uma indagação que vai martelar o cérebro dos fãs curitibanos por um bom tempo: será que essa foi a última vez que vimos de perto a voz e o talento de Hughes? Tomara que não!

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Marenna

A abertura da noite coube a banda gaúcha Marenna, que fez uma grande e competente apresentação e agradou ao público que já começava a tomar as dependências do Tork N’ Roll para o show de Glenn Hughes.

Rob Marenna (vocal), Edu Lersch (guitarra), Bife (baixo), Luks Diesel (teclados) e Arthur Schavinski (bateria) abriram o show com “Voyager” e “Never Surrender”.

O som do quinteto, criado por Rob em 2014, apresenta uma clara influência dos grandes nomes do Heavy Metal, como Ronnie James Dio e Whitesnake.

Dessa perspectiva, os riffs de Lersch e as linhas de teclado de Diesel servem como base para os versáteis vocais de Rob Marenna que, aliás, tem uma postura de palco marcante e comanda o show sempre fazendo questão de estabelecer uma conexão com o público.

Perto do fim da apresentação, Rob revelou que a banda foi convidada a tocar no Bangers Open Air, evento que será realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de abril de 2026.

Pelo que se viu em Curitiba, o grupo deve fazer bonito no festival, na noite em que o Twisted Sister será o headliner.

“Had Enough”, faixa do mais recente álbum do Marenna, “Ten Years After” (2025), encerrou o show no Tork N’ Roll.

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