Naghost leva o heavy metal com elementos culturais de matriz africana para o palco do Clay Highway Bar

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O grupo utiliza uma abordagem extremamente criativa dentro do som pesado

A banda curitibana Naghost se apresenta no dia 2 de agosto (domingo) no Clay Highway Bar, como uma das atrações do projeto Curitiba Autoral Lab.

O grupo tem uma abordagem musical única que une o heavy metal com as religiões de matriz africana, criando um crossover que mescla o peso das guitarras com a ancestralidade dos tambores, resultando em um som criativo e potente.

Os ingressos promocionais antecipados custam a partir de R$ 10,00 + taxa de conveniência e podem ser adquiridos na plataforma Meaple.

A casa abre às 17h e os shows começam às 18h. A classificação etária é de 18 anos. Menores só entram se estiverem acompanhados dos pais ou responsável legal.

O Clay Highway Bar fica na BR 116, 17.253, no Capão Raso.

Naghost

Naghost é um neologismo proveniente da contração das palavras “nagô” (nomenclatura utilizada pelos portugueses para se referir aos iorubás) e “ghost” (palavra em inglês que pode ser traduzida como “espírito” ou “fantasma”).

A banda foi criada em 2020 pelo guitarrista, vocalista, produtor e compositor André Mendes, que já integrou diversas bandas importantes na cena metal curitibana, entre elas Moonshine, Dragonheart e Silvermoon.

Ao lado dele, estão Ricardo “Caco” Andrade (vocal), Jefferson Moraes (guitarra), Júlio Siqueira (baixo), Everson Chemin (percussão) e Cayo Albuquerque (bateria).

Com exceção de Cayo e Caco, todos os integrantes do grupo são profissionais da área da educação e sempre atuaram com respeito à lei 10.639/03 e sua alteração, a 11645/08, que propõe diretrizes para a abordagem do estudo da história e da cultura afro-brasileira e africana no Brasil.

Com essa vivência acadêmica, os músicos perceberam a dificuldade de romper o senso comum que aborda as tradições afro-brasileiras de maneira negativa e a existência de poucos materiais, bens culturais, literários e musicais que tratassem do tema. 

Afinal, o heavy metal produzido no Brasil raramente utiliza elementos estéticos e musicais de matriz africana, preferindo seguir os padrões provenientes da Europa e dos EUA.

A partir dessa constatação, o conceito da banda, idealizado por André Mendes, é unir a experiência que os integrantes acumularam dentro do heavy metal e na prática docente para elaborar um universo lírico atrelado à umbanda e ao candomblé. 

Por meio de uma pesquisa aprofundada das músicas tocadas em terreiros e templos de religiões brasileiras de matriz africana, a Naghost utiliza esses elementos sonoros para divulgar essa rica cultura musical.

Procurando resgatar a história da diáspora africana, do tráfico negreiro e da mitologia iorubá, a Naghost criou a história de uma criança que se entrelaça liricamente em todas as canções da banda. “As culturas africanas trazidas para o nosso país ganharam força e relevância na esfera musical, mas foram negligenciadas no heavy metal. Nas nossas composições, tentamos construir uma ficção que conta a história de uma criança escravizada que foi trazida ao Brasil, mostrando a luta que ela trava para se manter fiel à sua cultura. Apesar de ser uma ficção, essa história aconteceu de verdade com milhões de africanos”, explica André Mendes.

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