Djavan, por ser amor, invade e fim

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Turnê “Djavanear 50 anos – Só Sucessos” celebra toda a trajetória de um dos gênios da MPB

“Amor é todo sacrifício feito em teu nome”. A frase da maravilhosa “Pétala” resume bem o tradicional frio curitibano que Djavan teve que enfrentar no show desse sábado (13), na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba.

Antes da apresentação, que faz parte da turnê “Djavanear 50 Anos – Só Sucessos”, o público acompanhou nos telões a transmissão da estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra a seleção de Marrocos, que resultou em um sofrido empate por 1×1.

Com a Pedreira lotada, Djavan abriu a noite simplesmente com “Sina”, “Eu Te Devoro” e “Boa Noite”, três dos maiores sucessos que ele lançou nesse meio século de trajetória.

Um dos momentos mais emocionantes do show foi “Pétala”, uma daquelas obras-primas diante das quais você para, ouve e observa com a maior atenção possível, por ser levado a um estado de sublimação quase religioso.

Logo após a primeira parte da canção, Djavan cruzou os braços, com o olhar fixo na plateia, enquanto a banda subia o volume na execução da harmonia, sendo ovacionado pelos fãs. Absolutamente mágico!

O setlist foi composto por 27 canções, abrangendo toda a trajetória do ícone alagoano, com ênfase nos álbuns “Luz” (1982) e “Coisa de Acender” (1992).

Durante a apresentação, Djavan foi acompanhado por uma super banda formada por Torcuato Mariano (guitarra e violão), Marcelo Mariano (baixo), Paulo Calasans (piano e teclado), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone), Clara Carolina (backing vocal), Jenni Rocha (backing vocal) e Felipe Alves (bateria).

Geração de gênios

Vários fatores transformaram Djavan em um dos principais artistas da história da MPB, entre eles, um bom gosto gigantesco para a tríade melodia, vocais e arranjos das canções.

Outro ponto muito marcante na obra do alagoano é a poesia das letras, sempre com um texto profundo que aborda temas cotidianos, como o amor, sem nunca cair no lugar comum.

Não por acaso, durante o show, o cantor disse que era uma honra se apresentar em um local que leva o nome de Paulo Leminski.

Depois de “Um Brinde”, Djavan se posicionou na passarela montada como uma extensão do palco, bem perto do público.

Sentado em um banquinho e dedilhando o inseparável violão, ele cantou “Meu Bem Querer”, “Oceano” e a quase Lado B “Lambada de Serpente”.

Em “Lilás”, que encerrou o show, Djavan brincou: “achei que não ia conseguir cantar por causa do frio. Que frio, que nada”!

Logo em seguida, uma chuva de papéis picados transformou a Pedreira em uma grande festa.

Na volta para o bis, Djavan interpretou “Amor Puro”.

Após mais de duas horas de show, cantar essa música, originalmente gravada em um tom altíssimo, mostra muito bem o comprometimento que ele tem com a fidelidade de sua obra.

Nos últimos anos, o público brasileiro teve a chance de presenciar diversos shows inesquecíveis, entre eles, a reunião da formação original dos Titãs, a despedida de Gilberto Gil e a turnê de Caetano Veloso e Maria Betânia.

Na mesma linha desses momentos históricos, ver de perto um artista do porte de Djavan passar a limpo uma carreira que produziu tantos sucessos é um privilégio gigantesco.

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