Men At Work e a trilha sonora dos anos 1980

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No show no Igloo Super Hall, em Curitiba, Colin Hay e sua banda enfileiraram grandes clássicos que marcaram gerações

Os anos 1980 foram uma fonte inesgotável de grandes bandas e artistas extremamente talentosos, de diversos estilos musicais e vindos de várias partes do mundo.

Quem viveu aquela época pode se considerar muito privilegiado, afinal, essa geração teve a chance de ver e ouvir alguns gênios que caminhavam sob a Terra.

Nessa terça-feira (12), no Igloo Super Hall, em Curitiba, o Men At Work, comandado por Colin Hay, trouxe um pouco daquela aura (termo que está em voga) que, aos poucos, está se retirando ou sendo retirada do mundo.

Acompanhado por San Miguel Perez (guitarra), Yosmel Montejo (baixo), Rachel Maxer (teclado, sax e flauta), Cecilia Noël (percussão) e Jimmy Brandly (bateria), Colin abriu o show com “Touching the Untouchables”, “No Restrictions” e “Can’t Take This Town”.

Um dos grandes destaques do show foi Cecilia, esposa de Colin. Sempre sorrindo e com extrema simpatia, ela não parou um minuto sequer durante todo o show, seja tocando, dançando ou interagindo com o público.

Além disso, durante a apresentação, a percussionista falou com o público em bom portunhol, estabelecendo uma conexão mais direta entre Colin e os fãs.

Quase meio século de hits

O Men At Work foi formado em 1979, em Melbourne, na Austrália, e logo no início dos anos 1980, o grupo começou a ganhar destaque internacional.

Afinal, o primeiro álbum, “Business As Usual” (1981), já trazia os clássicos “Down Under”, “Who Can Be Now” e “Be Good Johnny”.

Após muitas mudanças na formação, o grupo deu o último suspiro com a canção “Everything I Need”, do álbum “Two Hearts” (1985).

Em seguida, após o final da banda, Hay resolveu apostar na carreira solo e conseguiu destaque com o sucesso “It’s My Life”, faixa do disco “Wayfaring Sons” (1990).

O MAW se reuniu em algumas ocasiões nos anos seguintes, mas nunca mais com a formação original.

Durante o show no Igloo Super Hall, o público ficou nitidamente surpreso com a saúde vocal de Colin, afinal, ele está com 72 anos, mas continua cantando nos tons originais das músicas, que são altíssimos.

O bloco final da apresentação foi um daqueles momentos que qualquer fã de música espera ver e ouvir quando está frente a frente com sua banda preferida, pois reuniu cinco clássicos absolutos do Men At Work: “Overkill”, “It’s a Mistake”, “Who Can It Be Now?”, “Down Under” e “Be Good Johnny”.

Aliás, durante “Down Under” (que tem um dos clipes mais surreais da história do Rock), a chef Ceci Gateau, do Centro Europeu de Curitiba, trouxe um bolo para comemorar no palco o aniversário de Yosmel.

Visivelmente emocionado, o baixista ganhou um parabéns bilíngue, em inglês e português, cantado por todo o público.

Sabe aqueles shows nos quais você sai mais leve do que quando chegou? Foi isso que o Men At Work deixou para os fãs curitibanos, em uma grande celebração de uma época fantástica na história do planeta Terra.

Pode ser saudosismo, admito, mas reviver aquela atmosfera completamente diferente desta que nos envolve, atualmente, com suas urgências sufocantes, nesse caso, é perfeitamente aceitável e revigorante.

Afinal, o mundo era mais legal, e a gente sabia!

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